Conference Agenda

Summaries and basic information about congress panels. Please note that the panel identification numbers are provisional and that (pending the publication of the final program) they appear with a dummy date of celebration.

 
Session Overview
Session
S112
Time:
Friday, 20/Jun/2025

Session Chair: Glaucio Marafon;
Session Chair: Marina Faccioli;
Session Chair: Doralice Maia;
Session Chair: Cesar DeDavid;
ES+PT

Session Abstract

A análise das atuais transformações no campo torna-se fundamental uma vez que o espaço rural, além de desempenhar as funções tradicionais, mantendo-se como referência de permanência de atividades, fornecendo mão de obra e matérias-primas para a cidade e consumindo produtos dela oriundos, abriga cada vez mais atividades não agrícolas como a produção industrial e os serviços associados às atividades de turismo, que valorizam as áreas com aspectos naturais e que remetem às mudanças em curso. O campo, além de ser o local da produção agropecuária, transforma-se em um espaço no qual inúmeras atividades não agrícolas são efetuadas, como o trabalho de caseiros, diaristas, jardineiros etc., configurando um hibridismo entre o rural e o urbano. Dessa forma, a paisagem - em nossos exemplos, a paisagem rural - pode ser compreendida e analisada enquanto marca e matriz. A paisagem é um conceito fundamental na interpretação geográfica. É uma representação das diversas formas que expressam as marcas deixadas pela sociedade no espaço, no decorrer do tempo. Ressaltamos o esforço, sempre necessário, de compreender as transformações que o conceito de paisagem tem apresentado na contemporaneidade. As acepções disciplinares atribuídas no decorrer do tempo às noções de paisagem, paisagem agrária e paisagem rural, isto é, a polissemia do conceito, tem cada vez mais conquistado espaço nos quadros de referência. Destarte, o objetivo que norteou essa investigação foi o de compreender os distintos sentidos e significados atribuídos às noções de paisagem, paisagem agrária e paisagem rural no Brasil e na Itália. Espera-se, assim, contribuir para a reflexão sobre as transformações no espaço rural, nas paisagens rurais, bem como identificar as transformações em curso devido à crescente urbanização e à proliferação das atividades não agrícolas no meio rural, com o debate sobre as transformações no espaço rural brasileiro e italiano.


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Presentations

NOVOS MOVIMENTOS SOCIAIS: A CASA FAMILIAR RURAL DO VALE DO JAGUARI, RIO GRANDE DO SUL – BRASIL

Angelita Zimmermann, Ane Carine Meurer

Universidade Federal de Santa Maria, Brasil

Na contemporaneidade a sociedade civil tem se organizado em diferentes coletivos pela superação de problemas que historicamente seriam de responsabilidade do Estado. Este artigo discute a constituição da Casa Familiar Rural do Vale do Jaguari - CFRVJ, localizada no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, a qual, enquanto movimento social objetiva uma formação diferenciada, relacionada à permanência do jovem agricultor no campo. As Casas Familiares Rurais e a Pedagogia da Alternância surgiram na França, em 1935, se espalharam pelo mundo e têm em comum a articulação entre educação e trabalho em diversos cursos de formação profissional. Esta pesquisa, de abordagem qualitativa, realizou entrevistas e vivências com pessoas envolvidas no território, além de pesquisa bibliográfica e documental, fundamentada, especialmente, na perspectiva de Gohn (2004), Scherer-Warren (2014) e Pereira (2013). A partir dos resultados, compreende-se essa produção territorial como um Novo Movimento Social, pois ainda que haja uma relevância dos atores sociais e do trabalho coletivo em prol da constituição da referida escola, o processo carece de uma participação que possa engendrar a compreensão do grupo como classe social em conflito, e, conscientes das contradições que envolvem os interesses de classes, constituam-se como um Movimento Social Clássico.


Permanências e transformações nas práticas agrícolas dos ‘espaços urbanos’ de João Pessoa e de Natal/Brasil

Doralice Satyro Maia1, Miriam Zaar Schwantz2

1Universidade Federal da Paraíba, Brasil; 2Universidad de Barcelona, España

A inovação, a globalização das redes de comunicação e de circulação, a internacionalização da economia e a sua desregulação, têm provido a dispersão das atividades econômicas e conferido ao território uma estrutura multiescalar complexa.

Para sua reprodução conjuga uma diversidade de elementos, processos e ações que engendram, nas interfaces que associam o urbano e o rural, uma multiplicidade de paisagens cujas singularidades e generalidades revelam a dimensão espaço-temporal de cada lugar, a sua idiossincrasia.

Nessa nova lógica se produz uma homogeneização das relações sociais e territoriais que vão muito além da difusão da vida urbana no campo. Produz-se uma interação na qual os componentes que originam e mantêm as tradições e os valores rurais se combinam com os hábitos e estilos urbanos e vice-versa, ainda que mantendo algumas ‘permanências’. Um processo de hibridação cultural e material que, ao abranger diversos âmbitos, explica, por exemplo, a presença de ‘ilhas de ruralidade’ em áreas consideradas urbanas, que resistem aos diferentes mecanismos de especulação imobiliária e de urbanização, como é o caso das vacarias na cidade de João Pessoa e das práticas agrícolas na cidade de Natal, ambas situadas no litoral do Nordeste brasileiro, objetos de análise desta proposta de comunicação.


EXPRESSÕES DO TERRITÓRIO, DA PAISAGEM E DA IDENTIDADE DO PAMPA GAÚCHO-RS/Brasil: O CONTEXTO DOS SABERES TRADICIONAIS DE COMUNIDADES RURAIS

Daiane Loreto de Vargas1, César de David2

11 Universidade Federal de Santa Maria, Brasil; 22 Universidade Federal de Santa Maria, Brasil

O território do Pampa Gaúcho (RS / Brasil) possui ampla riqueza cultural, parte da qual é a identidade e a identidade e os valores constantes preservados por comunidades rurais. Objetivo-se no mercado, identidade, saberes e influência dos mesmos sobre o desenvolvimento local de comunidades rurais de artesãos (como) que trabalham de forma tradicional na região. Metodologicamente o estudo parte de uma análise teórica e empírica, com base na pesquisa qualitativa. Preliminarmente, os resultados apontam para uma preservação da tradição local de elementos culturais do Pampa Gaúcho através da prática artesanal em determinadas comunidades rurais, gerando desenvolvimento local não espaço onde estão insertadas.


A produção de porongos/cuias como estratégia para reprodução social da agricultura familiar no distrito de Arroio do Só: Santa Maria - RS

Janete Webler Cancelier1, Cesar De David2

1Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Brasil; 2Universidade Federal de Santa Maria - UFSM, Brasil

As reflexões colocadas se referem aos processos de produção do porongo (Lagenaria siceraria) e da cuia do chimarrão enquanto produto da agricultura familiar, que perpassa várias etapas de produção/agroindustrialização, possibilitando a reprodução social e a permanência do homem no campo. Buscou-se reconhecer o papel dos agricultores familiares produtores de porongo e a importância dessa atividade econômica para as populações envolvidas no distrito de Arroio do Só, município de Santa Maria – RS, à qual se constitui um dos maiores pólos produtores da América Latina. O município participa enquanto espaço de produção do porongo, da transformação desse em cuia e da articulação aos demais mercados, via produção e distribuição das cuias. Como procedimentos metodológicos, leituras sobre a importância da agricultura familiar na contemporaneidade; entrevistas com agricultores produtores e agroindústrias que transformam a produção. Sequencialmente, organizaram-se os dados, onde estão evidenciados elementos que possibilitam compreender a importância desse cultivo para os agricultores familiares. A cultura do porongo e a produção da cuia do chimarrão são elementos que configuram a paisagem rural, atribuindo-lhe singularidade e significado.


GEOGRAFIA CULTURAL E PRÁTICA: UM ESTUDO DE CASO DAS CIDADES DE TERESÓPOLIS E VASSOURAS, E CONSERVATÓRIA – DISTRITO DE VALENÇA, LOCALIZADAS NO INTERIOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Leonardo Boy, Bruna Figueiredo

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Hungria

Resumo: O propósito deste trabalho de campo é a observação das paisagens culturais das cidades de Teresópolis e Vassouras, e Conservatória – distrito da cidade de Valença (RJ), de modo a refletir sobre a identidade, turismo, região, território, produção cultural e estruturas econômicas presentes no espaço bem como questioná-las baseando-se em conceitos da área de Geografia Cultural. Para tanto, foi utilizado como método para coleta de dados a visita as localidades e o levantamento de estudos acadêmicos que compreendessem a geografia segundo preceitos culturais. A partir da análise dos dados foi possível perceber que as regiões do Centro-Sul fluminense, Serrana e Médio Paraíba do estado existem diferentes paisagens culturais, desde o turismo rural, passando por cidades originárias da economia cafeeira do século XIX até a música em Conservatória. Pode-se concluir que a paisagem, independente de traços culturais antigos ou renovados, nos permite refletir sobre a ação do homem no espaço por meio de vários símbolos como artes, economia, trabalho e outros fenômenos culturais.


Olhares sobre a paisagem rural na Campanha Gaúcha/RS: do “mar de relva” das descrições dos viajantes no século XIX às expressões da (re)territorialização camponesa de hoje

Felipe Leindecker Monteblanco1, Cesar De David2, Carolina Vergara Rodrigues3

1Instituto Federal Sul-rio-grandense e Universidade Federal de Santa Maria, Brasil; 2Universidade Federal de Santa Maria, Brasil; 3Instituto Federal Sul-rio-grandense, Brasil

O objetivo do presente trabalho é reunir elementos para a compreensão da dinâmica da paisagem rural na região da Campanha Gaúcha/RS. Para isso, partimos de descrições feitas por viajantes que cruzaram a região desde o século XIX até meados do século XX, passando por pesquisas da geografia “clássica” brasileira e estrangeira, até chegar a trabalhos que tratam de dinâmicas mais recentes e contemporâneas. Observamos que a paisagem pastoril, tradicional expressão regional, permaneceu com relativa estabilidade até meados do século XX. No entanto, sobretudo a partir da década de 1970 novas dinâmicas foram se inserindo, o que se desdobrou em significativas transformações. Entre elas cabe destacar as causadas pelo processo de (re)territorialização de centenas de famílias de camponeses, iniciado nos anos 1990, através da instalação de assentamentos da reforma agrária. Os assentamentos, que formam um território camponês “ilhado” no território da grande propriedade, produzem uma certa revitalização do rural, até então esvaziado pelo êxodo. Mas não se trata de reconstituir o antigo. É uma nova ruralidade, distinta daquelas tradicionais da Campanha, compondo uma nova paisagem, muito peculiar e muito contrastante com aquele “mar de relva” que relatavam os antigos viajantes.


Atlas biocultural de huertos familiares en México

MARÍA DE JESÚS ORDÓÑEZ DIAZ1, Diana Gabriela Lópe Alzina2, José Antonio Benjamín Ordóñez Díaz3

1Centro Regional de Investigaciones Multidisciplinarias, Méjico; 2Instituto Tecnológico Superior de San Miguel El Grande Oaxaca,; 3Facultad de ciencias Biológicas, UNAM, México

Se presentan los resultados obtenidos en el primer volumen del Atlas biocultural de huertos familiares en México, el cual compila los resultados obtenidos en más de 60 años de investigación, realizada en diferentes regiones del país. Se muestran los avances alcanzados en la investigación sobre la herencia histórica, geográfica biológica y cultural, presente en los huertos familiares de siete regiones del centro, sur y sureste de México. Se registra la complejidad que mantienen estos sistemas productivos, biológicamente muy diversos en comparación con otros agroecosistemas, cuya estructura y organización responde a un complejo ensamblaje de acuerdos sociales, culturales y preferencias de los dueños, cuyas decisiones se ven reflejadas en la conformación de paisajes antropizados resultado del ordenamiento del espacio a nivel de parcela. Los huertos familiares aportan un amplio rango de servicios ecosistémicos, como la provisión de alimentos, captura de carbono, biodiversidad, promoción y conservación de germoplasma, así como prácticas de manejo y conocimientos ancestrales; por lo anterior se consideran resultado de un proceso biocultural. Se registran grandes vacíos de información existentes hasta la fecha. Urge documentar la dinámica de los huertos familiares del país; hacer un alto para evaluar la información que se tiene, coordinar esfuerzos y orientar las acciones que permitan valorar a los huertos familiares y su importancia en el rescate de estrategias de manejo tradicional de los recursos naturales, la creación de paisajes; la recuperación de alimentos tradicionales y fomentar su uso en las dietas locales. La gran diversidad ambiental y cultural de México, el acervo biológico y cultural documentado en los huertos, constituyen una gran riqueza de estrategias de adaptación al entorno socio-ambiental-económico predominante en la población rural y urbana.



 
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