Conference Agenda

Summaries and basic information about congress panels. Please note that the panel identification numbers are provisional and that (pending the publication of the final program) they appear with a dummy date of celebration.

 
Session Overview
Session
S159: Traditional Peoples and Agricultural Issue in the Americas
Time:
Friday, 20/Jun/2025

Session Chair: Cosme Rogério Ferreira;
Session Chair: Daniel J Samson;
ES+PT+EN

Session Abstract

Esta sessão intenta promover a reflexão e o debate acerca de um problema persistente nas Américas desde a época de sua colonização: a questão agrária, ou seja, a relação entre a concentração fundiária, com a consequente miserabilização das populações rurais, e a reforma dessa estrutura agrária historicamente fundada na desigualdade social. Nesse contexto, indígenas, quilombolas e comunidades de terreiro, campesinos, ciganos, extrativistas, pescadores, ribeirinhos, seringueiros, pantaneiros, povos de floresta, caiçaras, pomeranos, sertanejos, caatingueiros, esquimós, métis, entre outros, compõem as diversas populações tradicionais do continente americano afetadas por essa questão, que atravessa outros temas, como os processos de (re) construção de identidades no meio rural, modelos de produção sustentável e segurança alimentar, políticas públicas de reconhecimento, fortalecimento e garantia de direitos territoriais, sociais, ambientais, econômicos e culturais, conflitos e violência no campo etc. Diante dessa pluralidade temática, exortamos a participação de historiadores e pesquisadores de outras vertentes das ciências humanas nesta sessão, como sociólogos, filósofos, antropólogos, economistas, geógrafos, psicólogos sociais, e também aquelas pessoas que, de modo individual ou mediante grupos de trabalho, possam abordar o objeto de estudo a partir de diferentes perspectivas.


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Presentations

Possibilidades e limites de experiências contra-hegemônicas no contexto do Instituto Federal do Campus Coari: tensões entre os saberes populares e científicos

Vlamir do Nascimento Seabra1, Fernanda dos Santos Paulo2

1Instituto Federal do Amazonas, Brasil; 2Universidade Vale do Rio dos Sinos

A Educação Popular no Brasil vem disputando múltiplos espaços sociais, sendo que um deles é o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas: campus Coari. Em pleno início do século XXI, o tema da educação profissional encontra-se desafiado a construir novas formas de compreensão sobre a indissociabilidade entre saberes populares/locais e saberes científicos. Isto porque historicamente, a educação profissional este vinculada às classes populares, fragmentando os diferentes saberes, menosprezando os saberes advindos da vida e, em consequência, supervalorizando os saberes científicos baseados em competências e habilidades para atender a demanda do mercado de trabalho. Diante disto, o nosso objetivo é analisar e refletir acerca das possibilidades e limites de experiências contra hegemônicas no contexto do Instituto Federal do campus Coari. Para tanto, utilizaremos uma pesquisa documental e bibliográfica com análise de conteúdo. Apresentaremos como uma Escola de Ensino Profissionalizante com cursos técnicos voltados para uma realidade urbano industrial se confronta com a realidade econômica de um município agroextrativista, com uma de política municipal claramente clientelista.


Mato Grosso: indígenas, território e perspectivas nos mapas da Comissão Rondon

Maria Gabriela Bernardino

Fundação Oswaldo Cruz, Brasil

A minha proposta de trabalho para o seguinte simpósio está inserida em minha tese de doutorado, ainda em andamento, intitulada “Mapeando saberes: a trajetória de Francisco Jaguaribe de Mattos (1910-1952). Dentre outras atribuições, Francisco Jaguaribe foi cartógrafo da Comissão das Linhas Telegráficas e Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas, a popular Comissão Rondon (1907-1915). Por pesquisar a biografia desse cartógrafo, um ponto importante de minha pesquisa é o estudo dos mapas produzidos pela comissão, com foco no estado de Mato Grosso. Sendo assim, para esse congresso pretendo apresentar as formas que os indígenas apareciam nessa cartografia e quais eram as perspectivas dos membros da comissão sobre as terras de Mato Grosso e sobre os índios que lá viviam. Como último ponto, pretendo fazer um balanço acerca de Mato Grosso dos tempos da comissão e sobre o estado atual: o maior exportador agrícola do Brasil.


O que há por trás da Cachoeira Bonita?

Eduardo Guimarães

Centro Acadêmico de Educação do Campo e Desenvolvimento Territórial da Universidade do Estado da Bahia, Brasil

A presente comunicação tem como objeto reflexões sobre famílias indígenas e quilombolas que vivem nas terras do Assentamento Cachoeira Bonita. Cachoeira Bonita é um topônimo que designa um trecho de corredeiras do Rio Oricó, localizado no município de Ubaitaba. Não obstante as dimensões reduzidas, a beleza do lugar impressiona. Assim, é que enquanto acidente geográfico o lugar recebeu a toponímia ‘obvia’ de Cachoeira Bonita. Nas origens, lugar de indígenas; quando dos séculos iniciais da colonização portuguesa, refugio de indígenas e quilombolas, quando o Brasil alcançava a posição de um dos maiores produtores de cacau do mundo, lugar de gente que vivia “espalhada pelo mundo”, cobiçado por grandes fazendeiros que sonhavam com o eldorado onde já abundava os frutos que valiam ouro (cacau); a partir de meados do século XX, no movimento de consolidação da Revolução Verde e do mercado mundial de commodities, lugar de “histórias de espantar” de grilagem de terras e de ludibriação na venda de posses e como o advento da Grande Epidemia da Vassoura de Bruxa, lugar de gente ‘sem terra’. Estranhamente, nessa história de eldorado não sobrou quase nada para indígenas e quilombolas, habitantes tradicionais do lugar.


Cultura e identidade negra no sertão das Alagoas: uma etnografia da comunidade quilombola Cajá dos Negros

Samara Conceição Ferreira da Silva1, Anny Gabriely Alexandre Rodrigues2

1Instituto Federal de Alagoas - IFAL, Brazil; 2Instituto Federal de Alagoas - IFAL, Brazil

Este trabalho resulta de uma investigação de caráter etnográfico acerca da comunidade remanescente de quilombo Cajá dos Negros, localizada no município alagoano de Batalha, a 180 km de Maceió, e reconhecida publicamente em 2005, por meio de certificação emitida pela Fundação Cultural Palmares/Ministério da Cultura. Por meio de uma abordagem antropológica que compreende o quilombo numa concepção que relaciona território e identidade como elementos fundamentais para tal reconhecimento, e com a utilização da técnica da observação participante, pretende-se analisar as vivências em torno do processo de construção da identidade negra no atual contexto sertanejo-nordestino, especificamente na região da Bacia Leiteira de Alagoas, marcada ainda pela violência e pelo mandonismo.


La cuestión agraria en Cuba: un largo proceso de reforma agraria y recampesinización (1959-2015)

Elisa Botella Rodríguez

UNIVERSIDAD DE SALAMANCA, España

Tras el triunfo de la Revolución el 1 de enero de 1959, el gobierno cubano se comprometió a transformar las condiciones rurales de la isla, entregando la tierra a los campesinos a través de dos Leyes de Reforma Agraria consecutivas (1959-1963). Tras su implementación, sólo el 30% de las tierras de cultivo y 30% de la fuerza de trabajo agraria permanecieron en el sector privado, mientras el 70% de las tierras pasaron a estar bajo el control estatal.

Con el colapso de la Unión Soviética a principios de la década de 1990, el gobierno se vio obligado a implantar un nuevo modelo agrario centrado en las oportunidades domésticas y la sustitución de alimentos importados. El Estado impulsó un proceso de descentralización de las estructuras agrarias basado en la agricultura familiar sostenible o de bajos insumos. La continua necesidad de sustituir alimentos importados potenció dos nuevas leyes de reforma agraria, en 1993 con la creación de las UBPCs y el decreto ley 258 de entrega de tierras en usufructo en 2008. Este largo y particular proceso de reforma agraria, nos permite conectar viejas y nuevas dimensiones de la cuestión agraria en América Latina desde la etapa desarrollista hasta la actualidad.

"A Fairer Promise of Improvement and Civilization”: Agriculture, Indian Commissioners, and “Improving Indians”, Nova Scotia, 1830-1867

Daniel J. Samson

Brock University

This paper examines the place of agriculture in the efforts of imperial (British) and colonial (Nova Scotia) state officials, missionaries, and the Mi’kmaq people to ameliorate their condition. This presentation, based on British Colonial Office records and records of the government of Nova Scotia, Canada, focuses on the late colonial period. The Mi’kmaq themselves continued to attempt to maintain their traditional subsistence strategies, while gradually adopting a greater reliance on agriculture and rural waged work. Showing a similar caution to the classic safety-first approach of peasants around the world, many Mi’kmaq successfully brought agriculture into their subsistence strategies. They nonetheless emerged at greater risk after potato blight wreaked havoc with their main crop, and by the simple fact that their traditional approaches were being made increasingly untenable by settler and state encroachments on their remaining territory.


Estudios de paisaje y etnoecología en la definición de territorios actuales de los pueblos originarios de Mesoamérica.

Mario Manuel Aliphat Fernández, Laura Caso-Barrera

Colegio de Postgraduados, Méjico

En esta ponencia se presentan los resultados de un proyecto de gran aliento sobre ecología del paisaje desde una perspectiva etnoecológica. Se discute aquí el trabajo de varios años realizados en campo, en varias comunidades de pueblos originarios de Mesoamérica: nahua del centro de México, chontal-maya de Tabasco, itzá-maya de Guatemala, lacandón y chol-maya de Chiapas, así como zoques del sur de Veracruz y mixes de Oaxaca. Se utiliza principalmente el concepto de Unidades Básicas del Paisaje (UBP), pero desde un enfoque de la cultura local en lenguas originarias y con una visión etnoecológica. El resultado de estos diferentes estudios se muestra a través de la definición de UBP indígenas y de su expresión en lo que hemos llamado etnomapas, cartografía compleja de rasgos del paisaje, recursos naturales y localidades, realizados por las mismas comunidades. La perspectiva aquí propuesta y sus aspectos metodológicos, son una herramienta de gran valor para que los pueblos originarios puedan definir y reconocer su territorio actual y ancestral, así como una forma de documentar y ejercer sus derechos sobre éstos. Es además, una herramienta importante de planificación y proyección de sus recursos y manejo.


Pueblos originarios y cuestión agraria en Mesoamérica. Los Nahuas de Pajapan: un modelo sereno de resistencia indígena campesina en la defensa del territorio ancestral

Jesús Moreno Arriba

Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), España

Esta propuesta de comunicación, desde la implementación de una metodología de investigación cualitativa transdisciplinar con un propositivo enfoque de(s)colonial, aporta algunas ideas para reflexionar y debatir, en clave histórica, sobre las distintas intervenciones gubernamentales -socioeconómicas, políticas y legislativas- en materia agraria en México desde su Independencia. Estas controvertidas actuaciones públicas han estado intrínsecamente ligadas a la construcción del estado-nación con el denominado “problema del indio”, en donde la cuestión agraria constituye un vector central. Así, en este marco se reseñarán las políticas públicas para el “desarrollo” del agro y el medio rural, de los gobiernos mexicanos y veracruzanos, desde finales de la Revolución Mexicana hasta el presente. Se centrará la atención en el impacto de algunas de estas políticas de desarrollo rural paternalistas/asistencialistas, de marcado carácter desarrollista neoliberal, en el municipio de Pajapan, situado en la Sierra de Santa Marta (Veracruz), y habitado mayoritariamente por población indígena Nahua. A lo largo de su historia, los Nahuas de Pajapan, mediante el recurso a distintos mecanismos de lucha no violenta, se han revelado como un ejemplo paradigmático de resistencia indígena y lucha campesina dentro de Mesoamérica para la defensa de los territorios ancestrales y los recursos naturales comunales de los pueblos originarios.


Relações de poder na Jureia (Brasil-SP): expulsão por cansaço e resistências caiçaras.

Rodrigo Ribeiro de Castro

Universidade Estadual de Campinas, Brasil

As comunidades tradicionais caiçaras que habitam a região da Jureia (Brasil-SP) são historicamente negligenciadas pelos processo legais de categorização jurídica do território que habitam há pelo menos 200 anos. Os efeitos das relações de poder travadas entre órgãos do Estado e as comunidades ensejou um processo que, localmente, é denominado como expulsão por cansaço. Trata-se de uma narrativa que diz respeito ao modo paulatino como são aplicados dispositivos de poder para remoção velada das famílias tradicionais e, de outro modo, que aponta para os limites da compreensão estritamente jurídica de conflitos sociais. Essa proposta pretende apresentar, em corte histórico, detalhes sobre essa forma de expulsão. Além disso, serão expostos alguns resuldatos de pesquisa etnográfica acerca das resistências caiçaras. Além das formas de resistência cotidiana, pautadas em festividades tradicionais comunitárias que aprofundam a relação dos moradores com o território, apresentaremos o foco da luta caiçara atualmente, o qual recai na articulação entre suas associações de moradores e um grupo interdisciplinar de pesquisadores acadêmicos que visa empreender, no plano jurídico-político, alternativas à legislação ambiental excludente, e, no plano epistemológico, pesquisas colaborativas que intentam refutar, integrando conhecimentos tradicionais e científicos, alguns paradigmas teóricos da biologia que fundamentam a legislação territorial vigente na Jureia.


A monocultura do Eucalipto como potencializadora de conflitos ambientais no norte do Espírito Santo e Extremo Sul da Bahia

RODNEY ALVES BARBOSA, MARCELO LELES ROMARCO DE OLIVEIRA, KAIA DE FATIMA VILELA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA, Brasil

Este trabalho busca apresentar um estudo reflexivo a partir da implantação da monocultura do eucalipto no norte do Espírito Santo e Extremo Sul da Bahia, cujo objetivo é evidenciar e analisar os problemas socioeconômicos e ambientais ocorridos com a introdução do cultivo de eucalipto em larga escala nessa região. Expansão essa, impulsionada desde o início através da construção da BR101 no final da década de 1960, ligando Vitoria-Bahia, a região passou por um intenso processo de exploração da madeira nativa, seguida da ocupação de pastagens destinadas a criação de gado até chegar a exploração da eucaliptocultura para produção de papel e celulose, através de diversos incentivos do Estado. Este artigo busca trazer alguns conflitos gerados com as comunidades quilombolas e indígenas do norte do Espírito Santo e Extremo Sul da Bahia, atingidos pela monocultura do eucalipto. Como referencial teórico são discutidos os conceitos de conflitos ambientais, atingidos, comunidades tradicionais e justiça ambiental, uma vez que os empreendimentos impactam diretamente as áreas e os meios de vida dessas comunidades. E é nesse cenário que são evidenciandos os movimentos de resistência, as ações contra a expansão das atividades da monocultura do eucalipto e as lutas por justiça nessa região.


Expropiación y memoria en la región de los tableros costeros

Lúcio Vasconcellos de Verçoza1, Maria Aparecida Moraes Silva2

1CESMAC, Brasil; 2UFSCar, Brasil

El objetivo de este estudio es analizar la expansión del cultivo de caña de azúcar a la región de los tableros costeros alagoanos (ubicados en el noreste de Brasil) frente a las transformaciones de la estructura agraria y de las relaciones de trabajo. Se abordará la citada ampliación, iniciada embrionariamente en la década de 1950, bajo la óptica de la memoria, trabajo y resistencia. Para eso, se realizaron búsquedas bibliográficas y entrevistas con campesinos y exresidentes de ingenios y haciendas de caña de azúcar. Las entrevistas se realizaron mediante la perspectiva de los estudios de memoria que orientan el uso de la metodología de historia oral. La expropiación de las tierras de los tableros permitió, en un solo golpe, la expansión abrupta del cultivo de caña a las áreas planas y la intensificación de la proletarización de la fuerza de trabajo, que son ambas las piedras angulares de la más nueva reestructuración productiva de este sector, iniciada en los años 1990. El aumento de la concentración agraria provocada por la expropiación hizo que muchas familias migraran a la periferia de las ciudades. Sin embargo, el proceso de proletarización no ocurre de manera lineal, él está marcado por contradicciones y resistencia.



 
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